Queridos leitores,
voltando a mais um clássico da propaganda, hoje vou falar de uma marca que lançou um slogan em 97, treze anos atrás, e que perdura até os dias de hoje. Num spot simples e prático, a McCann Erikson criou o que eu poderia chamar de propaganda coringa para a Mastercard pois, com o slogan "priceless", pôde traduzir a mesma idéia em mais de 50 idiomas e veicular em 106 países. Ao utilizar a emoção para tratar de cartões de crédito, a marca ficou próxima dos seus consumidores, fazendo com que uma frase já usada no vocabulário, quando dita em situações do cotidiano, fosse diretamente relacionada à Mastercard: não tem preço. O sucesso da propaganda é tamanho que é só digitar palavras-chave relacionadas a essa campanha no Youtube para conferir milhares de paródias feitas com a propaganda.
Segue abaixo quatro spots diferentes, um norte americano, um mexicano, um japonês e um brasileiro, respectivamente.
Recentemente, a marca teve a grande sacada de fazer com que os próprios consumidores participassem da propaganda. Ao acessarem o site naotempreco, correntistas podiam contar o que para eles não teria preço. As histórias mais criativas concorriam a ipods, prêmio em dinheiro, além da possibilidade de ser selecionada para ser o roteiro de uma propaganda na TV.
E pra vocês? O que não tem preço? Comentem! ;D
Um slogan inesquecível não tem preço!
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Nostalgia geração 90
Leitores queridos,
continuando o post clássico passado, quando comentei o quão importante era uma propaganda cultivada durante longo período na mente dos consumidores, busquei para hoje uma campanha que gerasse sensação nostálgica verdadeira para nós da geração 90. Após algum tempo de procura, aquela que mais mexeu com as minhas lembranças e teve seu jingle (re)grudado na minha cabeça foi a dos "gordinhos da Embratel". Duvido muito que alguém tenha se esquecido, mas para que vocês sintam essa mesma sensação, segue abaixo dois vídeos, um divulgando os serviços do DDD e o outro os do DDI.
Os gordinhos que marcaram a nossa infância não serviram só pra nos divertir, irritar ou confundir com os Teletubbies. Foram eles os que lançaram os serviços da Embratel que havia sido recentemente privatizada. Para entrar efetivamente no mercado, a agência W/Brasil (juro que foi coincidência dois posts olivettos) teve a grande sacada de utilizar a inquietação da infância atrelada a três gordinhos péssimos cantores apelando a preferência pelo 21. Além de engraçada e fortemente relembrada, a campanha atingiu grandes números quando foi veiculada, em 99.
Os comerciais que compõem a campanha dos gordinhos da Embratel atingiram os maiores índices de brand linkage e de recordação específica, além de registrarem o segundo maior índice de visibilidade, em comparação com a média de sua categoria e com os outros comerciais eleitos ao longo do ano. Na época de sua veiculação, a campanha atingiu 11% de variação em recall, saindo de 10% para chegar a 21% ao final do período. Mundo das MarcasE vocês? Como é assistir aos gordinhos após mais de dez anos? O que acharam agora, com um pouco mais de noção sobre campanhas publicitárias?
Abraços e até semana que vem!
;D
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Pontapé inicial
Queridos leitores,
é com muita satisfação que eu inauguro o Publiquideia, blog criado por nós estudantes de Publicidade e Propaganda da UFG, onde abordaremos basicamente a publicidade, desde os clássicos às novidades, sem essa de cronologia, mas cada integrante seguindo a sua pauta.
Quando fui indicado para comentar os clássicos, a imagem de Washington Olivetto me veio logo à mente. Confesso que não sabia direito da sua importância no mundo publicitário quando entrei para o curso, fiquei até assustado quando numa palestra no último Festival de Gramado, milhares de estudantes gritavam seu nome e o saudavam com tantos aplausos como se ele fosse um verdadeiro popstar. Sua palestra, porém, fez jus ao calor com que esses estudantes o receberam. Ele é de fato um cara que sabe das coisas! :P
Para ele, uma propaganda de sucesso não é aquela que atinge os objetivos quantitativos (vendas, público...) ou apenas o briefing do cliente, mas aquela que possui vida longa, ecoando na mente dos espectadores, de modo a participar da cultura desses indivíduos, seja em bordões, paródias, piadas, ou mesmo naquela nostalgia quando lembramos de um jingle que marcou a nossa infância. Para ilustrar seu discurso, sua obra prima - 'o primeiro Valisére' - e em seguida algumas paródias que confirmam seu sucesso. Segue o vídeo postado pela própria W/Brasil, com a propaganda original e algumas paródias.
“O Primeiro Sutiã” nasceu da cabeça de Washington Olivetto para atender o “briefing” do cliente que queria rejuvenescer a marca e reforçar a imagem do produto de nylon, confortável tanto quanto o algodão. Mas foi o toque feminino de Camila Franco e Rose Ferraz que deu o tom emocional ao filme; o trio estava quebrando sem saber paradigmas da comunicação de roupa íntima, tabus em torno do momento mágico da transformação da menina em mulher que o comercial retrata com perfeição. A idéia da “primeira vez” expressa no slogan “O Primeiro Valisere a gente nunca esquece” tem magnífica interpretação da atriz Patricia Luchessi, então 11 anos de idade, com trilha sonora cadenciada nos acordes da opera La Boheme de Giacomo Puccini, num filme sem locução. Almanaque da Comunicação
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